domingo, 23 de dezembro de 2012

Abram os olhos com a PETROBRÁS...

 A Petrobrás desde que o PT assumiu o governo tem sido SAQUEADA até seu último centavo, e quem paga a conta, amigos, somos nós com dinheiro dos nossos impostos. Meteram a empresa em negócios obscuros e que arrombaram seus cofres. Só mesmo no Brasil uma empresa de petróleo, ANTES LUCRATIVA, AGORA DÁ PREJUÍZOS BILIONÁRIOS (e em dólar). Seu lucro vem caindo trimestre a trimestre de forma assustadora, entrou num negócio em 2005 para "comprar" uma refinaria nos Estados Unidos que é uma VERGONHA e que  gerou um prejuízo somente neste "negócio da China ao contrário" de mais de 1 bilhão de dólares. Leiam com calma as notícias a seguir, que são de domínio público. E chorem...

   Negócio da Petrobras trouxe prejuízo de 1,18 bilhão de dólares



TCU investiga compra e venda de refinaria da estatal de petróleo brasileira no Texas, um dos piores negócios já feitos na história da empresa

Malu Gaspar

DE PAI PARA FILHO - A refinaria de Pasadena, no Texas: comprada na gestão de Gabrielli, acabou se transformando em um problemão do qual Graça Foster (no detalhe) quer se livrar  (Agência Petrobras e Glaicon Enrich/News Free)

Desde que assumiu a presidência da Petrobras, em fevereiro, a engenheira Maria das Graças Foster, ou Graça, como é conhecida, já teve de vir a público admitir o fiasco em dezenas de perfurações de poços ao longo dos últimos oito anos e ainda dobrar-se diante da alarmante queda no nível de eficiência de suas plataformas. Agora, o incômodo é um daqueles esqueletos escondidos no armário pela gestão anterior que, uma vez descobertos, tiram o sono. O esqueleto em questão é uma refinaria comprada pela Petrobras em Pasadena, no estado americano do Texas. O negócio é um dos mais malsucedidos da história da estatal. Em 2006, a Petrobras comprou 50% da refinaria, ficando a outra metade com a trading belga Astra Oil. A parceria foi desfeita em junho passado depois de acirrada disputa judicial. A Petrobras, então, adquiriu as ações da Astra Oil e ficou como única dona da refinaria. Não se entende por que pagou um preço tão alto por uma refinaria velha e defasada, que só dá prejuízo e dor de cabeça. A estatal brasileira já enterrou em Pasadena cerca de 1,18 bilhão de dólares. Quando, há seis meses, finalmente decidiu livrar-se dela, pondo-a à venda, entendeu o tamanho do rombo. A única oferta recebida - da multinacional americana Valero - foi de cerca de 180 milhões de dólares, pouco mais de um décimo do valor pago. Obviamente, Graça hesita em aceitar a oferta, o que a forçaria a assumir publicamente o rombo bilionário, mexendo em um vespeiro cujas reais dimensões estão sendo investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os detalhes do negócio, aos quais VEJA teve acesso, ajudam a esclarecer por que, dentro da própria estatal, pairam suspeitas de que o caso Pasadena pode não ser um erro de cálculo, um mau passo de gestão, a que todas as empresas estão sujeitas. Nada disso. A compra da refinaria tem o DNA para se tornar um escândalo.

A primeira a levantar dúvidas sobre a transação foi a presidente Dilma Rousseff, em 2008, quando era ministra da Casa Civil e comandava o conselho da Petrobras. A estatal e sua sócia belga divergiam sobre a condução da refinaria, e a Petrobras propôs comprar os 50% restantes. Por quanto? Setecentos milhões de dólares, quase o dobro do que a Astra pagara apenas dois anos antes. Havia até relatórios de consultorias avalizando as cifras. Mas a operação foi rechaçada pelo conselho. "Dilma atacou a proposta e criticou duramente Sergio Gabrielli (então presidente da estatal) diante de todos. Foi constrangedor", lembra um ex-diretor. Para esquivar-se dos ataques, Gabrielli fez circular a versão de que o acordo havia sido negociado pelo homem à frente da área internacional, Nestor Cerveró, sem o conhecimento de mais ninguém da cúpula, nem dele próprio. Nos corredores da estatal, ouvia-se falar de uma certa "carta do Cerveró", documento em que o diretor "entregava o ouro aos belgas". VEJA leu a carta. Ela se junta aos demais documentos que indicam que a diretoria comandada por Gabrielli agiu em benefício dos belgas e contra os interesses da estatal brasileira.

A história revista com os dados disponíveis hoje é assustadora. A Pasadena Refining System Inc. estava desativada quando foi comprada por 42,5 milhões de dólares pela Astra Oil, em janeiro de 2005. Além de antiquada e pequena para os padrões americanos (com capacidade para 100 000 barris por dia), tinha outra limitação mais grave. Ela não estava preparada para processar o petróleo brasileiro, o óleo pesado produzido na Bacia de Campos. Mesmo assim, o brasileiro Alberto Feilhaber, que depois de duas décadas de Petrobras havia se tornado executivo da Astra nos Estados Unidos, encontrou as portas abertas na estatal brasileira. Em janeiro de 2006, Feilhaber conseguiu um feito notável mesmo para a história de grandes e inexplicados negócios da indústria do petróleo. Vendeu metade da planta de Pasadena à Petrobras por 360 milhões de dólares. Uma valorização de 1 500%. "Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável", comemorou a própria Astra no balanço daquele ano.

Mas não eram só as cifras que faziam da sociedade com a Petrobras um negócio atraente para a Astra. Ficou combinado que as empresas dividiriam o 1,5 bilhão de dólares necessário para adaptar a refinaria e processar o óleo produzido no Brasil. Em caso de divergência, a estatal se obrigava a comprar a parte da sócia. A Petrobras também garantiu à trading belga uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo. Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: "Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral". Concluindo que estava fácil arrancar dinheiro da Petrobras por causa do contrato de pai para filho, os belgas decidiram sair da sociedade. A Petrobras se recusou a pagar os 700 milhões de dólares, preço com o qual se comprometera com os belgas. Eles foram à Justiça americana exigir as garantias contratuais. Quatro anos depois de romper com a sócia, receberam ganho de causa na Justiça e, após um acordo, embolsaram mais 839 milhões de dólares pagos pela estatal brasileira. Nestor Cerveró continua na Petrobras, como diretor financeiro da BR Distribuidora. Gabrielli, saiu da presidência em 2011 e é o atual secretário de Planejamento da Bahia. Dilma Rousseff nunca mais tocou no assunto. Ficou tudo por isso mesmo, com o prejuízo sendo arcado, como sempre, pelos sócios da Petrobras, entre eles, o maior, o governo brasileiro - ou seja, a conta foi mandada para os cidadãos brasileiros.
 




 E tem mais! Se vocês acham que está ruim, pode sempre piorar quando se trata do ilustre "Partido do Tranbique" no comando desta baiúca chamada Brasil...


 22/12/2012 - 06h00
Petrobras tem maior deficit em 17 anos

PATRÍCIA CAMPOS MELLO
DE SÃO PAULO

O Brasil está cada vez mais longe da autossuficiência em petróleo e derivados. O reflexo é que a Petrobras terá neste ano o maior deficit comercial desde ao menos
1995, quando teve início a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento.

Até novembro, a diferença entre as importações e as exportações da empresa é de US$ 9,8 bilhões -aumento de 30% em relação a 2011 inteiro. A Petrobras exporta principalmente petróleo e óleo combustível e compra petróleo, diesel e gasolina.

O setor de petróleo e derivados do país como um todo também terá o maior deficit desde 1995: US$ 11,8 bilhões no ano, segundo a Tendências Consultoria.

Com o crescimento acelerado na demanda por combustíveis, as importações da Petrobras cresceram e as exportações caíram.

O aumento da renda real das pessoas e o controle dos preços da gasolina contribuem para aumento no consumo, que cresceu 11,8% para a gasolina até outubro e 7% para o diesel.

O consumo de etanol, que ficou menos competitivo com a gasolina barata, caiu 11%.

"A demanda por combustível vai continuar crescendo, e, enquanto não aumentar a capacidade de refino, será necessário comprar de fora", diz Walter de Vitto, analista da Tendências Consultoria.

O Brasil se tornou autossuficiente em petróleo em 2009, com exportações de US$ 9,2 bilhões e importações de US$ 9,1 bilhões. Hoje, em petróleo, país tem superavit de US$ 5,8 bilhões. Mas o Brasil exporta petróleo pesado e tem que importar petróleo leve.


 "O Brasil exporta o petróleo mais barato e importa o mais caro", explica Maurício Canêdo, economista da FGV.

O refino do petróleo pesado é mais caro e exige mais tecnologia, e o Brasil não tem capacidade suficiente para esse refino.

Neste ano, pela primeira vez desde 1998, a exportação de gasolina vai ser insignificante, e a importação será recorde, de ao menos US$ 2,85 bilhões. O país não importava nada de gasolina até 2007.

No ano que vem, a situação será pior. A Tendências estima que o deficit de petróleo e derivados do Brasil ficará em US$ 17,2 bilhões.

Analistas não esperam aumento significativo na capacidade de refino antes de 2015, quando se estima que a refinaria Abreu e Lima (PE) vai começar a operar.

Segundo a assessoria da Petrobras, o deficit na balança é decorrente de "menor exportação de petróleo devido ao aumento no processamento de petróleo nas refinarias visando atender o crescimento da demanda no mercado interno e aumento na importação de derivados, principalmente diesel e gasolina, para suprir o aumento de demanda do mercado interno não atendida pelo aumento de processamento".

Até o mês passado, o deficit de petróleo e derivados do país foi de US$ 8,7 bilhões. Mas o número deve aumentar bastante devido a uma divergência nas estatísticas da Secex e da Petrobras.

As contas da Secex ainda não registraram cerca de US$ 6 bilhões de importações da Petrobras neste ano.


LINK: Petrobras tem maior deficit em 17 anos



"Quando o público vira PRIVADO... Este é o modo de privatizar do PT: só ELES ganham e o povo analfabeto e alienado PAGA A CONTA!"


3 comentários:

  1. Olá, HM!

    Concordo contigo q o a Petrobras passa por um péssimo momento, mas creio que não devido à gestão atual. A empresa está colhendo frutos das grandes roubadas anteriores.

    Vamos atentar a alguns detalhes: de 2003 a 2008 a empresa cresceu como foguete e ninguém reclamava por isso.

    Mas neste mesmo período a empresa nunca cumpriu suas metas de produção!

    Ou seja, no período q sua cotação subia, ninguém reclamava. Agora que ela cai, reclamam do governo.

    Só que não esqueçamos que ela SEMPRE FOI DO GOVERNO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    A nova presidente está pegando firme, olhando os projetos de perto e batendo de frente com o governo. Creio que sua gestão e suas atitudes de hoje irão dar bons frutos em 2-3 anos.

    E, neste pensamento, creio que estamos em época ideal para comprar.

    Mas aí vai de cada um.

    []s!

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  2. Dimarcinho,

    Concordo que a Graça Foster é um peixe fora do aquário: busca meritocracia numa estatal cheia de vícios e cargos políticos. A empresa está colhendo os frutos da "grande roubada atual"... Veja que foi em 2005 que ela se meteu neste trambique da compra da Refinaria em Pasadena.

    A Petrobrás jogava rios de dinheiro em coisas absurdas como "Fundação José Sarney", "Olodum" entre outras coisas absurdas e sem retorno para a empresa e seus acionistas. Discuto aqui DINHEIRO, respeito aos acionistas, governança corporativa. (Pseudo)Socialismo com meu dinheiro, a coisa começa a ficar diferente! Socialismo o governo deve fazer com os impostos absurdos que pago todos os dias e ainda tenho que bancar escola, saúde, previdência, segurança da minha família. Mas como manda na Petrobrás, o governo faz o acionista minoritário de "minoriotário".

    A OPA de ações da Petrobrás em 2010 captou 120 bilhões de reais e a empresa mesmo assim está em apuros! Você deve ter esquecido deste pequeno detalhe... E foi o maior golpe já dado num mercado de ações: o governo entrou comprando com a "provável produção de petróleo do Pré-sal" e os demais com dinheiro vivo - e aumentou descaradamente seu controle sobre as ações da empresa. Produção esta que aliás já virou motivo de piada, igual o PIB de 2012 anunciado várias vezes... e só caindo...

    Já se sabe que não teremos os enormes volumes dos tão prometidos barris de petróleo tão alardeados pelo MULA como "o fim da pobreza no Brasil". Enquanto o mundo investe em educação e saúde para erradicar a pobreza, o Brasil "investe no Pré-sal". Já temos dinheiro de sobra para erradicar as mazelas do país, só precisamos erradicar também nossos políticos mentirosos e fanfarrões.

    E temos que investir em energia limpa, mas o Brasil como sempre vai na contra-mão do mundo educado e consciente.

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Conto com a boa educação e colaboração de todos!

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