domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que é melhor: receber dividendos ou juros da renda fixa?

 Muitos dos que investem em ações de bons dividendos e mesmo os que não o fazem, perguntam-se se investir na Renda Fixa não seria um caminho mais rentável do que nas ações de empresas que pagam bons dividendos. O colega Fábio Portela, do Blog "O pequeno investidor", publicou em 02 de Junho de 2010 um excelente artigo sobre este assunto.







Receber dividendos ou juros da renda fixa?


(clique no link acima para ir ao Blog "O pequeno investidor")






 "Em tempos de crise, muitos analistas financeiros indicam ações que pagam bons dividendos como um porto seguro, porque garante a remuneração do acionista mesmo com a queda das cotações. Outras pessoas, mais conservadoras, preferem investir na renda fixa para obter o pagamento dos juros. Mas qual dos dois é melhor para o investidor?

 Boa parte das pessoas, para responder essa pergunta, compara o dividend yield das ações com os juros pagos pela renda fixa. Por exemplo, se a renda fixa estiver pagando 10% de juros e a empresa paga 7% de dividendos, seria preferível investir na renda fixa.

 Mas as coisas não são simples assim. O dividend yield (DY) é apenas um dos indicadores a serem observados para prever a rentabilidade final dos dividendos em um período de tempo. O DY diz apenas o percentual da cotação da ação que a empresa devolveu em dividendos para o investidor em determinado ano. Por exemplo, se a cotação for de R$ 10,00 e a empresa pagar R$ 1,00 de dividendos por ação, o DY é de 10%. Todavia, esse é apenas o início da conversa. Ao longo do tempo, boas empresas aumentam o valor pago em dividendos como uma conseqüência do crescimento de seus lucros. Mais lucros, mais dividendos. A conseqüência direta disso é que o lucro por ação (LPA) da empresa aumenta, mas como os dividendos também aumentam, o DY pode ficar permanente.

 Imagine uma empresa que tenha um LPA de R$ 1,00 e pague R$ 0,30 de dividendos, com uma cotação de R$ 10,00. O DY dessa empresa é de 3%. Se o LPA aumentar para R$ 2,00, ela passar a pagar R$ 0,60 centavos por ação em dividendos, e sua cotação passar para R$ 20,00, o DY permaneceu em 3%, mas ela DOBROU o montante que paga de dividendos.

 E a renda fixa, como funciona? Se você investir em um fundo de renda fixa que pague 10% ao ano e reinvista os juros pagos, garantindo a acumulação de juros compostos, você terá uma rentabilidade anual de 10%, mas sem a aceleração dos ganhos que o aumento dos lucros da empresa proporciona à rentabilidade dos dividendos. Vejamos como isso acontece: suponha que um investidor aplique R$ 10.000,00 por 30 anos na renda fixa, com uma taxa de retorno de 10%. A evolução de seu investimento seria a seguinte:




 Como se pode observar na tabela, em 35 anos os R$ 10.000,00, a uma taxa de juros compostos de 10% ao ano, se tornariam R$ 255.476,70. Desconsidero a inflação porque o propósito do exemplo é meramente elucidar as diferenças entre a renda fixa e os dividendos. Mas o leitor pode observar que, no último ano, só de juros, ele receberia R$ 25.547,67. Muito bom, não é?





 Mas vamos ver o que aconteceria se o mesmo capital tivesse sido aplicado em uma ação que paga 50% de seus lucros para os investidores na forma de dividendos e tem uma taxa de crescimento do seu lucro de 10% ao ano: ou seja, a cada ano, seu lucro, em média, é 10% superior ao do ano anterior. São suposições bastante factíveis, e há várias empresas no mercado que satisfazem esses requisitos. Suponhamos, ainda, que a cotação da ação é 10 vezes superior ao lucro por ação da empresa (P/L = 10), para facilitar os cálculos. Como ocorreria a evolução patrimonial? Vejamos na tabela a seguir:




























 Como o leitor pode observar, há duas colunas que dizem respeito à evolução patrimonial: a primeira coluna (Capital) leva em consideração apenas a rentabilidade que o investidor teve com o pagamento dos dividendos. Se ele deixasse os R$ 10.000,00 investidos e apenas recolhesse os dividendos, ele teria acumulado em 35 anos R$ 439.712,26, bastante superior aos R$ 255.476,00 da renda fixa. E isso com um DY bastante baixo, de 4,76%! Isso aconteceu porque a empresa  produz, a cada ano, 10% a mais de lucro do que no ano anterior. Isso, ao longo dos anos, a transforma numa máquina de dinheiro!

 Se o investidor reaplicasse o dinheiro dos dividendos na compra de ações da companhia, a situação seria ainda melhor. Com os R$ 10.000,00, ele compraria 1000 ações da empresa a R$ 10,00 cada, com um lucro por ação de R$ 1,00. No primeiro ano, ele receberia 50 centavos por ação em dividendos (R$ 500,00 no total) e compraria mais 50 ações da empresa. Repetindo esse procedimento ao longo de 35 anos, e considerando que as ações são sempre cotadas na média de 10 vezes o lucro produzido por ação, no final do período ele teria acumulado 5.253 ações, que valeriam, cada, R$ 255,48. E seu patrimônio total seria de pouco mais de R$ 1.400.000,00, que renderiam em dividendos mais de R$ 65.000,00 naquele ano. Muito melhor, não é?"


 Caro Fábio Portela: seu artigo é de extrema importância, e acredito não existir mais dúvidas sobre o assunto a partir de agora. O que não pode passar despercebido é que é fundamental reinvestir todos os proventos (dividendos e juros sobre capital próprio) para que assim a milagrosa máquina dos juros compostos trabalhe a nosso favor. E a todos investidores em "valor", boa caça as empresas de bons dividendos!



"The Hunter"

Leitura obrigatória para se chegar ao primeiro milhão

 O caminho da independência financeira passa obrigatoriamente pelo controle do orçamento mensal, independente de quanto se ganha por mês. Já ganhei muito e gastava 100% do meu ganho, apesar de estar na época pagando meu imóvel (que na verdade é um passivo enquanto eu nele morar).

 Não existe "investidor" sem antes existir o "poupador". Livros que li e gostei MUITO e indico a qualquer um que queira se tornar um milionário - algo bem factível num prazo de 10 a 20 anos para quem faz aportes razoáveis mensalmente, vive de forma frugal e aplica em bons investimentos - são "O milionário mora ao lado" e "A mente milionária", ambos do autor Thomas J. Stanley.




 Não são livros de auto-ajuda; são livros de ensinamentos reais e baseados em pesquisas feitas com os mais variados tipos de milionários americanos - muitos deles, a maioria das pessoas que os conhecem nem sabe ou imaginam o quanto são ricos. Livros de leitura fácil, que prendem sua atenção até a última página. O engraçado é que  ao ler  os livros você passa a observar as suas atitudes financeiras e exemplos de "PAR" e "SAR" entre seus amigos, conhecidos e na sua própria família (inclusive você). Uma resenha de "O milionário mora ao lado":

 "Qual é a imagem que você tem de um milionário? Um cara cheio da nota, dirigindo um carrão, comendo nos lugares mais caros, comprando as roupas mais caras, certo? Mas você está totalmente errado! Thomas Stanley e William Danko passaram mais de 25 anos estudando o comportamento dos milionários dos EUA. Um estudo realmente sério, contendo entrevistas e análises minusciosas. O resultado: o milionário americano típico não tem carrão, não mora numa casa luxuosa, não almoça em restaurantes caros e tampouco compra roupas de grife famosas e caras. O estudo mostra que os verdadeiros milionários são pessoas que passam despercebido no meio da multidão, e daí o título "O Milionário Mora ao Lado".

 Mas o que dizer dos esbanjadores, dos ricaços que têm carrões, almoçam todo dia em restaurante francês e só compram roupas de grife? Segundo os autores, esses indivíduos não são milionários, mas sim profissionais com uma alta receita e, ao mesmo tempo, um
alto padrão de gastos. Os autores classificam essas pessoas como "SAR" - Sub Acumulador de Riqueza. Já os verdadeiros milionários - classificados pelos autores como "PAR", Prodigioso Acumulador de Riqueza - levam um estilo de vida que permitem que eles juntem dinheiro (e não gastem tudo, ao contrário do SAR).

 Assim, é muito comum um milionário inclusive ter um salário menor que um SAR esbanjador, como um bem sucedido médico ou advogado, por exemplo. Se esse SAR perder o emprego ou não puder mais exercer sua profissão, ele perde tudo de um dia para o outro, ao passo que um verdadeiro milionário não precisa mais trabalhar pelo resto da vida (muito embora as estatística mostram que os milionários continuam trabalhando ativamente mesmo não precisando).

 O livro apresenta ainda um cálculo muito simples para saber se você é um PAR ou um SAR, usando a sua idade e o nível de riqueza esperado. Este livro (título original: The Millionaire Next Door) é freqüentemente citado nos livros do nosso ídolo Robert Kiyosaki e lendo ele fica muito claro que este livro foi uma das principais fontes de inspiração para Kiyosaki escrever Pai Rico, Pai Pobre. Se você é fã do Pai Rico, Pai Pobre, você irá adorar O Milionário Mora ao Lado. Se você não leu a obra prima de Kiyosaki, ficará difícil entender algumas coisas em O Milionário Mora ao Lado, por causa da tradução."

 Desejo uma boa leitura aos que seguirem a dica.

Links para comprar: 






Energia Elétrica: uma visão futurística ou lucros a vista???

 No Brasil, as empresas de energia elétrica são tradicionais pagadoras de bons dividendos há anos. O negócio funciona de uma maneira simples: após o investimento inicial na produção da energia e nas redes de transmissão, o investimento restante passa a ser na manutenção do sistema já montado (ou ampliação). O produto - energia elétrica - é de uso vital, independente do país / continente e praticamente ninguém hoje vive sem usar a mesma todos os dias. Se o usuário não paga sua conta, tem a energia cortada e ponto final. Os reajustes das tarifas de energia muitas vezes são iguais ou superiores à Inflação.
"Telefônicas e elétricas não têm mercadoria física, estoque ou produção. O que elas vendem, cobram no fim do mês. Se você não pagar, o serviço é cortado. Por esses motivos, a geração de caixa é grande e regular", diz o professor Alexandre Assaf Neto, da Fipecafi e do Instituto Assaf. Essas empresas também têm acesso a fontes de financiamento de longo prazo com  taxas de juros bastante atraentes. "Em geral, elas quitam empréstimos do BNDES em prazos que variam de 5 a 15 anos. Assim, fazem investimentos pesados, pagam por isso ao longo do tempo, mas geram faturamento imediato pelo tipo de bem que oferecem", diz Assaf. Como a necessidade de reinvestir não cresce consideravelmente, a estrutura já montada para a construção de uma hidrelétrica, por exemplo, será capaz de prover o serviço dali para frente sem a necessidade de grandes injeções financeiras. Exatamente por isso, essas empresas tendem a sofrer menos nos momentos de crise, são empresas com "Fluxo de Caixa" bem definido.
 Num mundo globalizado, onde a procura de matrizes energéticas limpas, renováveis e eficazes cada vez mais torna-se uma importante meta dos países desenvolvidos, o CARRO ELÉTRICO hoje já é realidade no Japão e nos Estados Unidos. Alguém tem dúvida da chegada dos mesmos aqui no Brasil, em específico em São Paulo, nos próximos anos? Da construção de "Postos de Abastecimento de Energia Elétrica para Veículos Automotores" ??? (nem todos terão condição de recarregar seus carros em casa, com certeza). Isso implica em um aumento acima da média no consumo do produto citado, que já tem uma grande demanda atualmente as custas do crescimento econômico do Brasil. Com a chegada dos carros  movidos a energia, que é limpa e renovável, só posso esperar bons retornos investindo em Companhias como Eletropaulo, AES Tietê, CPFL, Coelce, Cemig entre outras. 
 O texto a seguir foi copiado do site da "ABRACE"  Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres:
02/02/2011
Reajuste de energia elétrica será de 11% em média, decide Aneel

A temporada de reajustes tarifários de energia elétrica para as 64 distribuidoras de energia no País foi iniciada ontem com as primeiras autorizações de majoração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O reajuste médio para os consumidores de baixa-tensão (como os residenciais) e de alta-tensão (como, por exemplo, a indústria) ficaram superiores a 11% neste primeiro bloco de aumentos que passam a valer a partir de amanhã, sexta-feira (4) e segunda (7), de acordo com a distribuidora.

No total, quase 630 mil consumidores em 58 municípios dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba e Espírito Santo passarão a pagar a mais pela energia elétrica. A tarifa é formada por 26 componentes, que vão desde a eletricidade consumida, os encargos setoriais, as tarifas de transmissão, a parcela da energia comprada de Itaipu, e os tributos, entre outros itens.

De acordo com o assessor em energia elétrica da associação de grandes consumidores de energia, Abrace, Fernando Umbria, ainda não é possível definir a participação dos encargos nesses reajustes, mas ele disse que como a variação entre um ano e outro não é grande, os valores de 2010 devem se repetir este ano. Ou seja, somente com a Conta Consumo de Combustível (CCC) os consumidores brasileiros terão de pagar R$ 5 bilhões entre os mercados livre e cativo, sendo que para este último o encargo aprovado pela Aneel foi de R$ 4,76 bilhões em 2010.
"Essa é apenas uma parte; em números preliminares, os encargos de 2010 somaram R$ 17 bilhões", afirmou ele. "Com certeza, para 2011 somente a CCC ultrapassará os R$ 5 bilhões para os consumidores dos ambientes livre e regulado", estimou o assessor da Abrace, que lembrou ainda que ao somar todos os encargos e os tributos temos cerca de 50% do valor da conta de energia.

Em São Paulo estão os maiores reajustes. Para os consumidores de baixa-tensão da Companhia Paulista de Energia Elétrica (CPFL Leste Paulista) o aumento será de 16,03%, enquanto para alta-tensão será de 17,3%. Na Companhia Luz e Força Santa Cruz (CPFL Santa Cruz) a alta será de 13,48% para os clientes residenciais, e de 19,26% para os industriais. Já para a Companhia Luz e Força de Mococa (CPFL Mococa) os reajustes para baixa-tensão é de 9,95% e de 9,37% para alta. Na Companhia Jaguari de Energia Elétrica (CPFL Jaguari) o reajuste será de 6,93% para baixa-tensão e de 6,45% para alta-tensão. Por fim, na Companhia Sul Paulista de Energia Elétrica (CPFL Sul Paulista) os reajustes serão de 6,7% e de 7,89% para consumidores residenciais e industriais, respectivamente.

Já no Espírito Santo a Luz e Força Santa Maria (ELFSM) elevará a tarifa na sexta-feira (4). O índice médio aprovado foi de 9,5% para baixa-tensão e de 10,35% para os consumidores de alta-tensão. Na Paraíba, a Energisa Borborema aplicará um reajuste médio de 14,92% para os de baixa-tensão e de 13,22% aos de alta-tensão. Ainda ontem, a diretoria da Aneel aprovou a abertura de uma audiência pública para discutir procedimentos provisórios até a conclusão da metodologia do terceiro ciclo de revisão tarifária.


"HIGH VOLTAGE"

E aí? Que tal ser sócio destas empresas?


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Termos e Aluguéis em PETR4

 O ALUGUEL de ações tem apenas dois benefícios:


1- Ao Tomador: alugar ações para "venda descoberta" e lucrar com a queda nos preços da mesma. Quem aluga uma ação não recebe proventos ou qualquer outro benefício.

2- Ao Doador: aluga suas ações para obter renda extra, com taxas sobre a ação alugada cujo valor depende do papel alugado. Mesmo com as ações alugadas, todos os proventos são recebidos pelo doador dos papéis.




 Por isso, quando o volume de Aluguel de uma ação começa a subir, geralmente indica que os "URSOS" estão trabalhando para derrubar os preços da mesma. Isso eu uso como um ALERTA em relação a probabilidade de queda na cotação de PETR4, por exemplo, ativo em que faço venda coberta de opções. Assim, procuro calibrar meu "timing" para a venda de opções, tentando vender num momento em que o aluguel do ativo começa a subir bem , preços da ação numa zona de resistência e IFR/Willians/Girella indicando venda. Não é uma fórmula mágica, mas tenho obtido uma boa dose de acertos.

 Por outro lado, os TERMOS podem ser feitos com mais propósitos. 


O QUE É UMA OPERAÇÃO A TERMO ?


 É a compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado, a contar da data da operação em pregão, resultando em um contrato entre as partes. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 12 dias úteis e máximo de 999 dias corridos. Título-objeto é uma ação negociada a termo. Todas as ações negociáveis na BOVESPA podem ser objeto de um contrato a termo. As principais vantagens desse tipo de operação consistem em permitir ao investidor:




- Proteger Preços: um aplicador que espera uma alta nos preços de uma ação ou de um conjunto delas pode comprar a termo, fixando o preço e beneficiando-se da alta da ação. Poderá fazer isso porque, embora não conte, no momento, com dinheiro suficiente para a compra do lote desejado, aguarda a entrada de novos recursos dentro do prazo para o qual realizou a operação

- Diversificar Riscos: um aplicador quer comprar algumas ações cujas cotações estima estarem deprimidas, porém não quer concentrar todos os seus recursos em apenas um ou dois papéis, para não assumir riscos muito elevados. Adquire a termo quatro papéis mais atrativos, desembolsando apenas a margem de garantia. Essa diversificação envolve riscos menores do que uma aplicação em ações de uma única empresa, já que a eventual perda com uma ação pode ser compensada com ganhos com as outras três.

- Obter Recursos (operação caixa): para detentores de carteiras que precisam de recursos para uma aplicação rápida, mas não querem se desfazer de nenhuma ação. A alternativa de vender a vista para imediata compra a termo do mesmo papel permite ao aplicador fazer caixa e, ao mesmo tempo, manter sua participação na empresa.

- Alavancar Ganhos: a compra a termo confere ao investidor que, num dado instante, possua um determinado volume de recursos a possibilidade de adquirir uma quantidade de ações superior à que sua disponibilidade de adquirir uma quantidade de ações superior à que sua disponibilidade financeira permitiria comprar a vista naquele momento, proporcionando-lhe uma taxa de retorno maior, no caso de elevação dos preços a vista.










  Por isso, quando o volume de ações tomadas a Termo pelo mercado está subindo, indica que os "TOUROS" estão trabalhando, visando renda extra com a alta por vir alavancando-se com dinheiro dos outros. Sem esquecer das grandes operações alavancadas, em que um grande "player" (um banco estrangeiro geralmente) toma um enorme volume de ações a Termo na baixa para na alta socar a venda das ações termadas e agora (na queda forçada) entra também vendendo um bom volume de ações alugadas naquele momento (pura nitroglicerina).

 O atual panorama em PETR4 mostra pelos gráficos acima postados que os Termos estão caindo (isto é, os lucros estão sendo embolsados pelos "comprados" e provável queda a vista) e os Aluguéis subindo (isto é, os vendidos estão apostando numa queda e estão aumentando sua posição vendida a descoberto). Por este motivo é que lancei 40% das minhas opções cobertas esta semana. Caso continuidade da alta nos próximos dias, descarrego o resto das opções.

 Lembro que esta é MINHA VISÃO DO MOMENTO PARA PETR4  e que o que aqui foi escrito NÃO é uma recomendação de investimentos a ninguém. 






Warren Buffett diz estar em busca de aquisições

NOVA YORK - Warren Buffett está à procura de aquisições para investir  US$ 38 bilhões, afirmou o investidor em sua carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway Inc no sábado.
"Nossa arma de elefante foi recarregada, e meu dedo no gatilho está coçando", afirmou Buffett na carta.
No documento de 26 páginas, Buffett disse que a Berkshire vai precisar de "mais grandes aquisições" - com ênfase em 'grandes' - para impulsionar os ganhos em empresas que não são da área de seguros. Algumas delas incluem Burlington Northern (companhia ferroviária) e MidAmerican Energy (energia elétrica).
Buffett também abordou a delicada questão da sucessão na carta, algo que os investidores esperavam dada a sua idade (80 anos) e a falta de um substituto evidente.
O gerente de Investimentos Todd Combs, contratado no ano passado, irá gerir uma carteira inicial de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões, disse Buffett, e a Berkshire pode adicionar um ou mais gerenciadores eventualmente. Mas Buffett afirmou que ele vai continuar a gerir a maior parte dos negócios.
(Reportagem de Ben Berkowitz) 



"The Money Hunter, Mr. Warren Buffett"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Por que investir em empresas que pagam bons Dividendos?

 Muitos investem em ações baseados em dicas, em "ouviu dizer que a ação WXYZ vai subir 1.000%", muitas vezes entrando em verdadeiros "micos" - os quais depois viram grandes tormentos para quem neles entrou. Dinheiro não aceita ser mal tratado... Uma opção mais conservadora e muito mais lucrativa, que para alguns entendidos no assunto de "investimentos em valor" seja talvez a principal razão de se investir em ações, é investir em empresas que pagam bons dividendos (ou "yield").

 A compra de ações (Renda Variável) deve ser encarada sempre como um investimento de prazo mais longo e uma meta bem clara deve ser estabelecida, simples e definitiva: bater o rendimento da Renda Fixa! Investir em ações e ter rendimentos medíocres é suicídio financeiro. Ter ações de empresas boas pagadoras de dividendos é um método que se mostrou eficiente no longo prazo, trazendo retornos iguais ou acima da Renda Fixa, muitas vezes só as custas dos dividendos pagos (sem falar na valorização das ações!).

 E o reinvestimento dos dividendos recebidos em novas ações coloca para girar, a seu favor, uma máquina muito potente no longo prazo: os juros compostos

"Qual é a força mais poderosa do universo?...os juros compostos" - Albert Einstein

"Não sei quais são as sete maravilhas do mundo, mas certamente conhecço a oitava: os juros compostos." - Barão de Rothschild


 A ilusão dos lucros rápidos e fáceis já levou embora o dinheiro de milhares de pessoas e todos os dias continua a fazê-lo. Compras de opções a seco, venda descoberta de opções, termos sem lastro em dinheiro real, day trade para recuperar dinheiro perdido em day trade, venda descoberta de ações, micos, compra de ações caras... A lista é extensa, mas nos foruns da Internet, escondidos em seus "nick names", temos inúmeros "vencedores" e "mestres" em investimentos. Enquanto isso, quem investiu em empresas pagadoras de bons dividendos em 2009 (apenas um exemplo) recebeu:










EmpresaClasse da açãoCategoriaDividend Yield (%)
PinePNBanco26,66
EquatorialONEnergia26,4
EletropauloPNBEnergia24,51
BicbancoPNBanco23,61
Aços VillONSiderurgia21,41
Iochp-MaxionONMaterial Rodoviário19,09
BrasmotorPNEletrodomésticos18,79
TegmaONTransporte Rodoviário18,31
OdontoprevONSaúde16,82
Cruzeiro SulPNBanco16,46
AES TietêONEnergia16,3
TelemarPNTelefonia16,17
AES TietêPNEnergia15,44
CoelcePNAEnergia15,03
EternitONMateriais de Construção14,95












2010 (até 11 de junho)
EmpresaClasse da açãoCategoriaDividend Yield (%)
EletrobrasONEnergia32,43
OdontoprevONSaúde15,91
EletropauloPNBEnergia12,33
SofisaPNBanco9,03
CoelcePNAEnergia8,87
TelemarPNTelefonia8,46
ComgásPNAGás8,33
Light S/AONEnergia8,16
TelemarONTelefonia7,02
TelespONTelefonia6,17
CemigOnEnergia6,15
TelespPNTelefonia5,92
EletrobrasPNBEnergia5,86
DaycovalPNBanco5,77
Energias BRONEnergia5,57

Fonte: Economatica










 Devagar e sempre, eis o caminho do sucesso financeiro. As tabelas mostram que empresas de telefonia e energia são as maiores pagadores de dividendos do Brasil. "Telefônicas e elétricas não têm mercadoria física, estoque ou produção. O que elas vendem, cobram no fim do mês. Se você não pagar, o serviço é cortado. Por esses motivos, a geração de caixa é grande e regular", diz o professor Alexandre Assaf Neto, da Fipecafi e do Instituto Assaf. Essas empresas também têm acesso a fontes de financiamento de longo prazo com  taxas de juros bastante atraentes. "Em geral, elas quitam empréstimos do BNDES em prazos que variam de 5 a 15 anos. Assim, fazem investimentos pesados, pagam por isso ao longo do tempo, mas geram faturamento imediato pelo tipo de bem que oferecem", diz Assaf. Como a necessidade de reinvestir não cresce consideravelmente, a estrutura já montada para a construção de uma hidrelétrica, por exemplo, será capaz de prover o serviço dali para frente sem a necessidade de grandes injeções financeiras.

 Exatamente por isso, essas empresas tendem a sofrer menos nos momentos de crise. O levantamento da consultoria Economatica mostra que considerando apenas as ações que foram negociadas em todos os pregões, um terço das que entregaram melhores resultados em 2009 eram de companhias elétricas. Analisado o ranking de janeiro até 11 de junho de 2010, essa participação chega aos 46%. Além disso, todos os 15 papéis com retorno mais expressivo no ano passado apresentaram dividend yields superiores à Selic. Para se ter uma ideia, a taxa básica de juros, referência para a remuneração na renda fixa, fechou o ano em 8,75%, ao passo que a média das ações campeãs ficou em 19,33%. Isso significa que mesmo que os papéis não tenham subido absolutamente nada, o investidor ganhou mais em dividendos do que se tivesse aplicado o mesmo tanto em títulos públicos.
 Por outro lado, ações que devolvem bons dividendos não costumam registrar grandes valorizações. "Ou você ganha com o lucro de uma empresa ou corre o risco de ganhar com a apreciação do papel de outra. Não há como você levar as duas coisas bem", alerta o economista Alexandre Assaf Neto. Sendo assim, a escolha por companhias que pagam dividendos regulares é uma boa pedida para o investidor cauteloso ou que não pode esperar muitos anos para recuperar eventuais perdas - como aposentados e pessoas que vão precisar em breve do dinheiro investido em bolsa. Se a chance de ver o patrimônio disparar no curto prazo é praticamente nula, é possível ter ganhos maiores do que na renda fixa com empresas que são menos suscetíveis às variações do mercado. É por esse motivo que esses papéis costumam ter valorização acima da média apenas em momentos de crescimento da aversão ao risco.
 Décio Bazin indica em seu livro que, para um ação ser uma boa compra, seu "preço justo" seria no máximo 16,67 vezes o valor dos dividendos (isso significava uma taxa básica de 6% ao ano nos títulos de renda fixa, onde 100/6 = 16,67). Usando os atuais valores dos Títulos do Tesouro Brasileiro, levando em conta um rendimento anual líquido de 10%, hoje o cálculo do preço justo de uma ação pelos seus dividendos seria no máximo 10 vezes o valor dos mesmos (10%, onde 100/10 = 10). Para o investidor mais conservador, pensando numa eventual queda nas cotações das ações a serem compradas, este valor máximo poderia ser ajustado para 8 ou 9 vezes os dividendos pagos. Isso daria uma taxa básica de 12,5 e 11,11% respectivamente. Lembrando que queda no preço de boas ações = OPORTUNIDADE DE COMPRA!. Pesquise entre as empresas da Bovespa as melhores pagadoras de dividendos, estude os múltiplos das mesmas, pois ocasionalmente uma empresa pode pagar um bom dividendo devido a lucros não recorrentes, o que seria uma indicação de cautela na compra. Crie seu "filtro" na escolha da ação e coloque os juros compostos para trabalharem a seu favor.